Pepsi

100.000 dólares por segundo

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Todos os anos a América pára para assistir ao Super Bowl. Literalmente. No ano passado a vitória de New Orleans sobre Indianapolis foi acompanhada por 106 millhões de pessoas. O número impressiona mas está muito longe do obtido pelos três programas mais vistos na história da televisão nos Estados Unidos, de acordo com a Nielsen Media Research: o Super Bowl XLIII, transmitido pela NBC, em 2009, para 151,6 milhões de pessoas, o Super Bowl XLII, que a Fox fez chegar a 148,3 milhões de pessoas em 2008 e o Super Bowl XXXVIII, acompanhado em 2004 por 144,4 milhões de pessoas na CBS.

Não é estranhar que este seja o intervalo publicitário mais caro do mundo: cada 30 segundos custam quase três milhões de dólares. Não tanto, ainda, porque nos últimos dois anos a crise fez inverter a histórica e constante subida do preço. Assim como assim esse também nunca foi motivo para afastar anunciantes, que normalmente esgotam o espaço disponível com alguns meses de antecedência e investem em produções hollywoodescas tornando a publicidade quase tão popular quanto o evento em si. Um dos mais famosos exemplos é o anúncio de 1984 da Apple realizado por Ridley Scott exclusivamente para o Super Bowl, que se pode ver aqui.

É também por isso notável o que tem feito a Doritos ao apresentar-se com filmes concebidos e seleccionados pelos seus consumidores, muito embora sejam cada vez mais os profissionais do ramo a disputar também um lugar entre os eleitos. Este ano volta a acontecer o mesmo, agora em parceria com a Pepsi. Crash The Super Bowl é o site onde hoje, até ao final do dia, ainda poderá ajudar a escolher quais os anúncios, entre os 10 finalistas, que irão ao ar. Uma forma inteligente e bem sucedida de estender os 30 segundos do Super Bowl no tempo, usando os social media para criar envolvimento e gerar conversas à volta da marca, dessa forma contribuindo para maximizar o impacto da televisão. Nada muda, nada se perde, tudo se transforma.

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Qual é o melhor anúncio do Superbowl?

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(Ainda) é a meca dos anúncios de televisão: a final do Superbowl, finalíssima do campeonato de futebol americano e um recordista de audiências. São 100 milhões de pessoas a assistir; 100.000 dólares por cada segundo “publicitário”.

Provavelmente poucos, fora dos Estados Unidos, saberão qual o resultado ou tão pouco quem jogou este fim-de-semana mas os múltiplos intervalos não deixaram ninguém indiferente. Com investimentos entre os três e os seis milhões de dólares por inserção, cada anúncio é, ou pretende ser, uma obra de arte.

“Refresh Anthem” da Pepsi, que junta Bob Dylan e Will.i.am num inesperado dueto, lidera a lista dos meus favoritos. Mas cada um terá o seu. E estão todos em votação no Youtube, aqui. Apenas até amanhã.

P.S. Só por curiosidade: os Pittsburgh Steelers, da American Football Conference, venceram os Arizona Cardinals, da National Football Conference. O jogo disputou-se no Raymond James Stadium, em Tampa, na Florida.