MTV

MTV: o mundo não é (um ecrã) plano

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Duas campanhas da MTV separadas por apenas dez anos demonstram muito bem quanto o mundo mudou em pouco mais de uma década.
Em 1997 a Music Television tinha um problema: para toda uma geração que havia crescido com os seus videoclips era de tal forma uma dado adquirido na que perdera relevância. Um pouco como o oxigénio que nos alimenta a vida: só lhe damos verdadeira importância quando sentimos a sua falta.

Esse foi o mote que inspirou a muito aclamada campanha Yukka Brothers, que estabelecia a diferença entre quem via e quem não via a MTV. Ou seja, entre quem era e quem não era cool. Este é um desses clássicos filmes.

Aqui chegados os desafios são outros. O M, de Music, há muito que perdeu importância no universo MTV – o que ilustra, de resto, os hábitos e preferências dos teenagers de hoje. Mas também o TV, de Televisão, perdeu relevância enquanto meio centralizador de atenção – repartindo-se hoje o tempo por um número crescente de alternativas de entretenimento, com a Internet no topo da lista embora existam múltiplas outras opções externas ao universo dos media.

Eis que a MTV, na Argentina, resolve “contra-atacar”. De novo em busca da relevância perdida, afirma agora que tem todos os conteúdos que realmente interessam aos adolescentes. If It’s MTVIsh, We Have It”, defende. Mais uma vez a ideia é genial e a execução faz par.



I want my MTV

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Inspirada no êxito “Money For Nothing” dos Dire Straits, a MTV acaba de lançar o site MTV Music, com o slogan “I want my MTV”. Ainda numa fase embrionária, este canal online é a resposta à influência crescente de You Tube e MySpace, que têm relegado a Music Television para um plano cada vez mais secundário.

A principal e mais evidente vantagem, pelo menos para já, é a disponibilização de vídeos em alta resolução. Mas há outra: o retomar da programação clássica da MTV, que volta a atribuir à música e aos vídeos o papel principal, num piscar de olhos a uma geração que há muito se deixou de rever no canal. Não é por acaso que a maioria dos mais de 20.000 clips disponíveis são dos anos 80. Ainda assim, é Britney Spears, literalmente despida de preconceitos, quem lidera a lista dos mais vistos com “Womanizer”.

O passo apenas peca por tardio dado o enorme êxito que têm conhecido os canais de televisão online. Exemplos disso são a Joost (fundada pelos mesmos empreededores que estiveram na origem de Skype e Kazaa) mas, sobretudo, a Hulu, que acaba de celebrar o primeiro aniversário. Esta última, uma parceria entre a NBC Universal e a News Corp, nesta fase infelizmente apenas está disponível nos Estados Unidos.