iPod

O que é que a Apple tem?

Publicado em Atualizado em

A inovação é, desde há uns anos, um dos maiores mitos de gestão. Mito, por uma razão simples: inovação, por si só, não significa nada. Mito, com tendência para se transformar em “me-too”, ou seja, quando investimento em “inovação” não é mais que uma inconsequente resposta a uma tendência.

O mesmo não é afirmar que numa economia “bipolarizada”, na qual se compete ou com volume e preço ou com margem e valor acrescentando, não é cada vez mais decisivo inovar (no produto, no processo, no canal, …). Desde que se seja relevante. Como o iPod, que mudou toda uma indústria, e é hoje responsável por cerca de metade dos resultados da Apple. Existem leitores portáteis com mais capacidade, maior qualidade, menos preço? Sim. Mas são os outros.

É essa capacidade de ser disruptiva e de o fazer com enorme rentabilidade que faz da Apple uma das empresas mais admiradas do mundo. Facto que suporta o argumento é verificar que a Microsoft consome, em percentagem das vendas, quase três vezes mais que a Apple em Investigação e Desenvolvimento. Para o qual o investimento traz maior retorno?

Contudo, não basta querer. Não fosse o tema de enorme complexidade (nomeadamente porque está intimamente relacionado com cultura da organização, sabendo-se quão difícil é sair da zona de conforto e promover mudanças) e não se contariam pelos dedos os exemplos de empresas como a Apple. Mas esse é, e será sempre, o caminho mais difícil, onde a custa se imagina, por exemplo, a LG.

A “cavalgar a onda”, acaba de apresentar no Mobile World Congress, que terminou há dias em Barcelona, o seu iPhone. Chamou-lhe LG Arena, nome de código LG-KM900, e ganhou vida no filme abaixo. Haverá um dia em que o segundo não será o primeiro dos últimos?

P.S. Como não existem verdades supremas ou certezas absolutas, curtos três minutos após ter colocado este post tropecei com o esta notícia colocada por Sérgio Gonçalves no Facebook. A excepção que confirma a regra!?!

Música no iTunes, a popularidade paga-se

Publicado em

apple

 

Do preço único por canção, 99 cêntimos, o iTunes vai evoluir para três escalões: 0,69, 0,99 e 1,69 (será assim em dólares, assume-se que o valor se manterá em euros). O custo de cada download vai depender da popularidade da canção. É uma reivindicação antiga da indústria discográfica que vai passar poder cobrar mais pelos maiores êxitos. A notícia foi divulgada esta semana durante a Macworld Expo.