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O maior fã da Páscoa

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Encontrar o maior fã da Páscoa. É esse o desafio da Nestlé. Participar é simples: basta aceder ao site O Maior Fã da Páscoa e fazer prova de que é realmente fã. Aliás, muito mais fã que João Coelho, o dinamizador da acção e autoproclamado maior fã da Páscoa.

Em “campanha” há algumas semanas, além do perfil no Facebook, MySpace e Hi5, João Coelho é também o protagonista dos diferentes filmes disponíveis no Youtube (o mais recente apresenta-se aqui) onde, em tom provocatório e bem-humorado, incita a demonstrar que se é melhor que ele.

Quem tiver mais votos ganha uma viagem até à Ilha da Páscoa. Para ajudar, a Nestlé criou um kit de campanha pronto a usar.

Gerir a (sua) reputação online

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Descobri os irmãos Coen ao sexto filme. E desde Fargo nunca mais os perdi de vista. Ainda assim, supreendeu-me o elenco do mais recente Burn After Reading (Destruir Depois de Ler), onde se destacam nomes como John Malkovich, George Clooney, Tilda Swinton, Frances McDormand e Brad Pitt. Mesmo não sendo a primeira vez que os Coen colaboram com estrelas desta dimensão, são muitas ao mesmo tempo. O que faz equacionar a importância dos quatro Oscar de No Country for Old Men (Este País Não é Para Velhos). Com rigor, Burn After Reading começou a ser filmado há cerca de um ano atrás, antes da distinção. Mas que interessa isso? Quando se vê o cartaz a anunciar o novo filme, colado num pilar de uma sala de cinema, a primeira ideia que ocorre continuará a ser a mesma: é tão importante ser talentoso quanto ser reconhecido por isso.

À velocidade que se hoje devora informação, e que nos expõe a todo o instante – quem não tem perfil no Hi5, Linkedin, Startrecker ou Facebook? -, se competência, coerência, consistência, ética e principios são e serão fundamentais, saber gerir a percepção que os outros têm de nós é igualmente crítico. Pode ser a diferença entre ser bem sucedido e não evoluir na carreira. Evitar que isso aconteça passa, mais e mais, por também saber como gerir a sua reputação online. The Brand Called You, como lhe chamou Tm Peters na Fast Company. 

Pode dar-se o caso de, a exemplo do que aconteceu com John Travolta, ter a sorte de se cruzar com um Quentin Tarantino que devolve, ou concede, o brilho à sua estrela. Deixe-me dizer-lhe que a probabilidade é muito reduzida. E ao contrário destes 26 actores, dificilmente terá um agente que possa despedir como sinal do seu descontentamento e escape para a sua frustação.