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Interactive Marketing vs Social Marketing

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O que fazem os portugueses na Internet? 1,4 milhões acedem a comunidades virtuais, de acordo com os dados hoje divulgados no último Bareme da Marketest. Um número crescente de pessoas que assume o seu papel de novos media: online, são simultaneamente receptores, transmissores e emissores de conteúdos.Quando se junta essa crescente predisposição para produzir, ou reproduzir, informação, e com a capacidade de a difundir para um número considerável de pessoas, percebe-se o poder da web 2.0.  

Na sua mais pura essência a soma do user generated content com social networks. Como é que as marcas o estão a utilizar em seu benefício? De forma limitada. É o que concluí Jeremiah Owyang, analista da Forrester, no seu último relatório cujo essencial pode ouvir neste podcast

Hoje, ainda é significativo o gap entre interactive marketing e social marketing como observa David Armano.

Contudo, não faltam bons exemplos de marcas que souberam cruzar essa ponte de forma bem sucedida. Alguns exemplos: a BMW no Facebook, SonyBMG com sua artista Alicia Keys no MySpace , a Ford no Hi5 ou a Mars ao criar a sua própria rede.

Gerir a (sua) reputação online

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Descobri os irmãos Coen ao sexto filme. E desde Fargo nunca mais os perdi de vista. Ainda assim, supreendeu-me o elenco do mais recente Burn After Reading (Destruir Depois de Ler), onde se destacam nomes como John Malkovich, George Clooney, Tilda Swinton, Frances McDormand e Brad Pitt. Mesmo não sendo a primeira vez que os Coen colaboram com estrelas desta dimensão, são muitas ao mesmo tempo. O que faz equacionar a importância dos quatro Oscar de No Country for Old Men (Este País Não é Para Velhos). Com rigor, Burn After Reading começou a ser filmado há cerca de um ano atrás, antes da distinção. Mas que interessa isso? Quando se vê o cartaz a anunciar o novo filme, colado num pilar de uma sala de cinema, a primeira ideia que ocorre continuará a ser a mesma: é tão importante ser talentoso quanto ser reconhecido por isso.

À velocidade que se hoje devora informação, e que nos expõe a todo o instante – quem não tem perfil no Hi5, Linkedin, Startrecker ou Facebook? -, se competência, coerência, consistência, ética e principios são e serão fundamentais, saber gerir a percepção que os outros têm de nós é igualmente crítico. Pode ser a diferença entre ser bem sucedido e não evoluir na carreira. Evitar que isso aconteça passa, mais e mais, por também saber como gerir a sua reputação online. The Brand Called You, como lhe chamou Tm Peters na Fast Company. 

Pode dar-se o caso de, a exemplo do que aconteceu com John Travolta, ter a sorte de se cruzar com um Quentin Tarantino que devolve, ou concede, o brilho à sua estrela. Deixe-me dizer-lhe que a probabilidade é muito reduzida. E ao contrário destes 26 actores, dificilmente terá um agente que possa despedir como sinal do seu descontentamento e escape para a sua frustação.