Ensitel

Fight For Kisses, a memória da web

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Significativamente mais impressionante que o filme “FFK – Fight For Kisses” da Wilkinson, cujo link recebi repetidamente na semana passada por email com o título “Melhor Anúncio do Mundo”, é a sua carreira. Não sendo caso único, é exemplificativo de uma realidade que muitas vezes não se tem presente mas que é tão poderosa quanto as próprias ferramentas colaborativas 2.0 em si que as redes sociais potenciaram: a memória da Web.

Disponibilizado no You Tube há quase quatro anos, após um primeiro momento de buzz, FFK tem, desde então, merecido regular e consistente exposição, estando agora no quase cinco milhões e meio de visualizações, como mostra o gráfico acima. O balanço é também extremamente positivo quando se confrontam fãs e detractores, embora neste caso o número de dislikes seja elevado.

Perante esta memória que não se controla, tão pouco se apaga, é sobremaneira e cada vez mais crítico ser-se totalmente transparente e absolutamente consistente no que faz e no que se diz. Tal é tão válido para marcas comerciais como para a marca que, mais e mais, somos cada um de nós. Pesquise Ensitel no Google e observe as consequências. Já agora, pesquise por si também.

Dramatic Shift in Marketing Reality

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Para quem ainda os desconhece, os detalhes do que se passou com a Ensitel podem ler-se aqui, onde tudo começou, ou ver-se aqui, por onde continuou. Qualquer que seja o desfecho, aqui chegada a marca estará condenada a fazer parte da História ao ser a primeira em Portugal a protagonizar um caso com tamanha repercussão na Era Digital.

Aconteceu na mesma semana em que a Time elegeu como a personalidade do ano Mark Zuckerberg – o CEO de fraldas, chamam-lhe, que gere a plataforma onde o planeta passa 5% do tempo total dispendido online e onde, a cada minuto, decorrem 1,789,736 interacções.

A saber, detalha-o a Time: 510,404 comentários, 382,861 likes em posts, 231,605 mensagens enviadas, 135,849 novas fotos, 98,604 amizades aprovadas, 82,557 status updates, 79,364 posts na wall, 74,816 convites para eventos recebidos, 72,816 likes em páginas, 66,168 tags em fotos, 55,304 links partilhados.

Com mais de 500,000 milhões de utilizadores em todo o mundo o Facebook é um fenómeno impar. Ainda assim, apesar da dimensão, é apenas um dos muitos veículos de produção e disseminação de conteúdos que o consumidor (eleito pela mesma Time como personalidade do ano em 2006) tem hoje ao seu dispor. Acrescente-se o You Tube (2005), o Twitter (2006) ou o iPhone (2007) e é sem espanto que nos deixamos espantar com o ritmo acelerado dos último cinco anos e com a grandeza do seu impacto na sociedade.

Mas ainda há quem não tenha percebido, ou prefira não perceber, que 1) o mundo realmente mudou, observando-se uma profunda alteração nos media mas, sobretudo, nos hábitos dos consumidores, 2) detendo estes hoje uma enorme capacidade, e uma irrevogável vontade, de intervenção, e 3) como tal, da comunicação ao customer service já nada é “business as usual”.

Todas estas frases feitas que, apesar de tantas vezes repetidas, ainda parecem soar a novidade. Mas não o são. De todo. “Dramatic Shift in Marketing Reality”, vídeo que estreou no You Tube há precisamente dois anos, prova-o (obrigado ao Miguel Kreiseler por trazê-lo de volta). Nada daquilo que se assiste é novo. Nem um fenómeno passageiro.

Como sempre, como dantes, quem ignora a História, arrisca-se não apenas a repeti-la como a fazer parte dela. Nem sempre pelas razões desejadas.