Electronic Arts 3, You Tube 0

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Este é um dos melhores exemplos que conheço sobre como uma marca pode tirar partido do poder das redes sociais, tornando uma possível ameaça numa enorme oportunidade. Um caso que se assume ainda mais relevante porque raro.

Como já aqui se observou em Interactive Marketing vs Social Marketing., a generalidade das marcas está a retirar um benefício limitado da web 2.0. Em parte por desconhecimento, em parte por receio de abrir a caixa de pandora Acontece que, quer se queira quer não, os consumidores já têm hoje a capacidade produzir informação e difundi-la para um número considerável de outras pessoas, bem como uma crescente predisposição para o fazer.

É esse o ponto de partida do que aconteceu entre Levinator25 e a Electronic Arts, que me chegou ao email via Nelson Pimenta. O primeiro, um fã da Xbox, ao comprar “Tiger Woods PGA Tour 08” descobriu uma falha que, a dada altura no jogo, permitiu a Woods caminhar sobre a água. Perante tal descoberta, que baptizou de “Jesus Shot”, não se conteve e produziu e divulgou um vídeo no You Tube.

A Electronic Arts respondeu com uma tacada brilhante.

No limite, um e outro podem até estar mais relacionados do que se pensa, tendo por base uma campanha de contornos virais, assumindo o primeiro o papel de teaser, e o segundo de revelação. Desconheço. Mas é indiferente. Ao final do dia, importante realçar a atitude e o génio da Electronic Arts ao virar a partida a seu favor: o vídeo de Levinator25, que esteve na origem de tudo, tinha somado 674.189 visualizações até ontem. O da EA 2.359.566. Quase quatro vezes mais.

Superstructgame: a malta e os gajos

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Esta é uma daquelas expressões de tal forma disseminada e entranhada naquilo que é ser português, que é raro o contexto no qual não possa ser usada, de forma proprietária. Há sempre o personagem “a malta” – que sofre, que é maltratado, que trabalha e é mal pago, que vota e é enganado, que aplaude e não é satisfeito – e os “gajos” – normalmente os outros, pouco importa o contacto e o rosto (normalmente desconhecido), nos quais, convenientemente, se externalizam frustrações. O efeito de catarse, sonhado, desejado ou encenado, é quase sempre servido com uma confortante sensação de bem estar. É o caso o em que o fim justica os meios. Ao final do dia, liberta-se a tensão e ninguém tem de suportar com o mau feitio. Vale o que vale. Normalmente vale muito no país onde se “ vai andando com a cabeça entre as orelhas”.

Tenho pena de o anunciar mas acabou-se: a culpa não é do sistema! O que vai acontecer, não a mim ou a si, mas a todos em conjunto, depende tão só de nós. Não dos gajos, mas da malta. Ou, por outras palavras, deixe-me apresentar-lhe um jogo. Chama-se Superstructgame e é brilhante. Clique aqui para saber mais.

Um jogo? Lá está o gajo a querer enganar a malta…

O melhor anúncio de televisão de sempre

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Literalmente de cortar respiração, o melhor anúncio de sempre foi assinado pela agência Ally&Gargano em 1981 para a Federal Express. É essa pelo menos a opinião da New York Magazine que, ao celebrar 40 anos, se propõs revisitar quatro décadas da história da publicidade e eleger os anúncios mais memoráveis. Assinalem-se as falhas neste top 20 (e cada um terá as suas a apontar) mas não se deixe de ver todos os filmes.

A lista completa está disponível aqui, no artigo The Most Memorable Advertisements Madison Avenue Ever Sold.

Pesquisar com cor

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Com excepção de uma apresentação em contra-relógio, ou em cima da hora, a necessitar de uma foto específica – e o Flickr é uma fonte excelente para o efeito -, não antecipo, pelo menos para mim, maior utilidade neste motor de busca.
Agora, lá que é divertido, disso não haja dúvida. E simples. Vá ao Multicolr Search Lab escolha entre uma e dez cores e espere pelo resultado. Ou seja, fotos publicadas no Flickr que correspondem exactamente ao que procurou.

Políticos, pubicidade e cereais

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“A ideia de que se pode promover candidatos como cereais de pequeno-almoço é a estucada final no processo democrático.” A frase, do candidato Adlai Stevenson, data de 1956. Os arquivos de The Living Room Candidate começam quatro antes: uma viagem no tempo ao longo de toda a história da publicidade televisiva nas eleições presidenciais norte-americanas, de Eisenhower VS. Stevenson à actualidade.

 

Barak Obama, o marketer do ano

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Longe vão os tempos em que uma sofisticada e inovadora técnica de estudos de mercado, Laddering, ajudou Ronald Reagan a ser reeleito para a Casa Branca . À partida uma vitória improvável. Quase trinta anos mais tarde, o domínio das ferramentas de marketing afirma-se de novo decisivo nas eleições presidenciais norte-americanas. Antes dos votos dos eleitores, a Advertising Age já anunciou o vencedor do prémio Marketer do ano: Barak Obama.

Ver artigo aqui

Gerir a (sua) reputação online

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Descobri os irmãos Coen ao sexto filme. E desde Fargo nunca mais os perdi de vista. Ainda assim, supreendeu-me o elenco do mais recente Burn After Reading (Destruir Depois de Ler), onde se destacam nomes como John Malkovich, George Clooney, Tilda Swinton, Frances McDormand e Brad Pitt. Mesmo não sendo a primeira vez que os Coen colaboram com estrelas desta dimensão, são muitas ao mesmo tempo. O que faz equacionar a importância dos quatro Oscar de No Country for Old Men (Este País Não é Para Velhos). Com rigor, Burn After Reading começou a ser filmado há cerca de um ano atrás, antes da distinção. Mas que interessa isso? Quando se vê o cartaz a anunciar o novo filme, colado num pilar de uma sala de cinema, a primeira ideia que ocorre continuará a ser a mesma: é tão importante ser talentoso quanto ser reconhecido por isso.

À velocidade que se hoje devora informação, e que nos expõe a todo o instante – quem não tem perfil no Hi5, Linkedin, Startrecker ou Facebook? -, se competência, coerência, consistência, ética e principios são e serão fundamentais, saber gerir a percepção que os outros têm de nós é igualmente crítico. Pode ser a diferença entre ser bem sucedido e não evoluir na carreira. Evitar que isso aconteça passa, mais e mais, por também saber como gerir a sua reputação online. The Brand Called You, como lhe chamou Tm Peters na Fast Company. 

Pode dar-se o caso de, a exemplo do que aconteceu com John Travolta, ter a sorte de se cruzar com um Quentin Tarantino que devolve, ou concede, o brilho à sua estrela. Deixe-me dizer-lhe que a probabilidade é muito reduzida. E ao contrário destes 26 actores, dificilmente terá um agente que possa despedir como sinal do seu descontentamento e escape para a sua frustação.