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Dramatic Shift in Marketing Reality

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Para quem ainda os desconhece, os detalhes do que se passou com a Ensitel podem ler-se aqui, onde tudo começou, ou ver-se aqui, por onde continuou. Qualquer que seja o desfecho, aqui chegada a marca estará condenada a fazer parte da História ao ser a primeira em Portugal a protagonizar um caso com tamanha repercussão na Era Digital.

Aconteceu na mesma semana em que a Time elegeu como a personalidade do ano Mark Zuckerberg – o CEO de fraldas, chamam-lhe, que gere a plataforma onde o planeta passa 5% do tempo total dispendido online e onde, a cada minuto, decorrem 1,789,736 interacções.

A saber, detalha-o a Time: 510,404 comentários, 382,861 likes em posts, 231,605 mensagens enviadas, 135,849 novas fotos, 98,604 amizades aprovadas, 82,557 status updates, 79,364 posts na wall, 74,816 convites para eventos recebidos, 72,816 likes em páginas, 66,168 tags em fotos, 55,304 links partilhados.

Com mais de 500,000 milhões de utilizadores em todo o mundo o Facebook é um fenómeno impar. Ainda assim, apesar da dimensão, é apenas um dos muitos veículos de produção e disseminação de conteúdos que o consumidor (eleito pela mesma Time como personalidade do ano em 2006) tem hoje ao seu dispor. Acrescente-se o You Tube (2005), o Twitter (2006) ou o iPhone (2007) e é sem espanto que nos deixamos espantar com o ritmo acelerado dos último cinco anos e com a grandeza do seu impacto na sociedade.

Mas ainda há quem não tenha percebido, ou prefira não perceber, que 1) o mundo realmente mudou, observando-se uma profunda alteração nos media mas, sobretudo, nos hábitos dos consumidores, 2) detendo estes hoje uma enorme capacidade, e uma irrevogável vontade, de intervenção, e 3) como tal, da comunicação ao customer service já nada é “business as usual”.

Todas estas frases feitas que, apesar de tantas vezes repetidas, ainda parecem soar a novidade. Mas não o são. De todo. “Dramatic Shift in Marketing Reality”, vídeo que estreou no You Tube há precisamente dois anos, prova-o (obrigado ao Miguel Kreiseler por trazê-lo de volta). Nada daquilo que se assiste é novo. Nem um fenómeno passageiro.

Como sempre, como dantes, quem ignora a História, arrisca-se não apenas a repeti-la como a fazer parte dela. Nem sempre pelas razões desejadas.

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Tira a mãozinha daqui

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Mantendo a tradição dos últimos anos, a marca Doritos voltou a desafiar os consumidores a criar os anúncios que irão passar no Super Bowl, o minuto de publicidade mais caro da televisão no mundo.

Agora depende de si. Escolhidos os seis finalistas, entre mais de quatro mil participações, chegou a vez de eleger os melhores. Os prémios poderão chegar aos cinco milhões de dólares. Pode deixar o seu voto no site em Crash The Super Bowl. Tem até dia 31 de Janeiro.

Estes são os meus favoritos.

Aqui estão elas: as Top 100 Social Brands de 2009

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E a vencedora é… iPhone, sem surpresa ou contestação.

A lista das dez mais fica completa com Disney, CNN, MTV, NBA, iTunes, Wii, Apple, Xbox e Nike. Pode consultar o Top 100 aqui.

Esta lista, publicada pelo segundo ano pela The Vitrue, elege as marcas com base nas citações e reacções de consumidores e revela alguns dados interessantes.

Nomeadamente que a social media é a disciplina do marketing digital para onde maior investimento será canalizado, prevendo-se um crescimento anual de 34%, de acordo com o relatório de acordo com o relatório US Interactive Marketing Spend 2009 to 2014 Report, publicado no Verão de 2009 pela Forrester. Um dos efeitos práticos: são cada vez mais os spots de vez com link para a página do Facebook em vez do website corporativo.

Não é de estranhar, por isso, que no último o número de empresas da Fortune 500 que não usavam a social media de alguma forma tenha caído de 43% para apenas 9%.

Na era da (trans)formação

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Site AESE_067

Nas últimas semanas de faculdade, há pouco mais de dez anos, dediquei-me a recolher os contactos de quem, por uma razão ou outra, ainda não tinha. A maioria ofereceu-me o telefone de casa, muitos o telemóvel. Uma lista em papel que foi da maior utilidade quando, uns anos depois, contribuí para dar forma a um jantar de reencontro de que resultou uma versão actualizada da agenda. O telefone de casa, que passou a rarear, deu então lugar ao cartão de visita da empresa. Da maioria guardei o telemóvel, quase sempre actualizando o número anterior, ainda da época do 0931 e 0936, ou acrescentando mais um, e o email, entretanto promovido a contacto preferencial. Hoje, para mantermos contacto, usamos a Internet.

É-nos tão evidente e quotidiano que já nem nos questionámos porque razão, de forma repentina e quase ser darmos por isso, esta se substitui a outra vias de contacto. Contudo, o extraordinário é que essa ligação, que permite uma interacção próxima e regular, revela-se mais dinâmica do que jamais foi por outras vias. E tanto serve de base para partilhar a fotografia de mais um filho como uma oportunidade de negócio, um vídeo com interesse ou uma oferta de emprego, uma experiência profissional ou uma sugestão de viagem. Mais extraordinário ainda é que essa ligação se estende deste para outros grupos de pessoas, de outros anos, de outros cursos. E enquanto cresce, esta é uma rede que se dinamiza e auto-regula. Sem recurso a avultados investimentos ou talentos informáticos especiais. Pelo contrário. Esta é, pois, uma simples mas evidente expressão de quão poderoso é o upgrade que permitiu à World Wide Web apresentar uma versão 2.0. O que é a web 2.0 de que tanto se fala? Trata-se sobretudo da explosiva combinação de duas dimensões, o user generated content e o social networking, que está a contribuir para uma acelerada alteração de hábitos, na forma como nos relacionamos e hierarquizamos as fontes de informação. Que faz de cada um de nós um ”meio de massas”, a quem é permitido produzir conteúdo e rapidamente o veicular para um número significativo de pessoas.

De diferentes formas, com distintas abordagens, são muitas as universidades e escolas de negócio que têm procurado tirar partido desta “nova” realidade, nalguns casos criando as suas próprias redes (essa foi, aliás, uma das motivações que esteve na origem do Facebook), noutros disponibilizando vídeos com aulas ou mesmo formações completas (veja-se o exemplo de Academic Earth, que reúne sete das mais reputadas universidades norte-americanas: Berkeley, Harvard, MIT, Princeton, Stanford, UCLA e Yale). Seja qual for o caminho, o essencial é que neste ambiente colaborativo não fazer nada, não é opção. Porque mesmo de forma “não oficial” alguma coisa já estará a acontecer. Com instituições de ensino e empresas – em torno das quais as pessoas se organizam, por exemplo em grupos de alumni espontaneamente criados no Linkedin – personalidades ou marcas – seguidas, nalguns casos por milhões de fãs, em redes como o Facebook.

A oportunidade? Tornar o momento de formação, um activo que por si só molda e marca, numa contínua transformação, promovendo a ligação e colaboração entre alunos, alumni e claustro. Como? Usando a capacidade agregadora da escola para estender a experiência no tempo, de forma continuada e sustentada. Ou seja, fazer do último dia de aulas o princípio e não o fim.

Originalmente publicado no Diário Económico de 08.09.2009

Onde estiver, está lá

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À medida que a web se vai tornando mais “social”, as marcas tendem a disseminar a sua presença pelas diferentes redes e plataformas. Como sempre, como dantes, é tão fundamental ser coerente nos diferentes pontos de contacto quanto permitir, de forma fácil, o acesso a esse “novo mundo”.

A agência Modernista foi a primeira a fazê-lo. Segui-se a Skittles. Chega agora a vez da Axe que transformou o novo site numa porta de entrada para a sua presença na web, que se estende da Wikipedia ao Facebook passando por um sem número de outros sítios, incluindo minisites da própria marca como The Fixers.

Via adivertido

O maior fã da Páscoa

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Encontrar o maior fã da Páscoa. É esse o desafio da Nestlé. Participar é simples: basta aceder ao site O Maior Fã da Páscoa e fazer prova de que é realmente fã. Aliás, muito mais fã que João Coelho, o dinamizador da acção e autoproclamado maior fã da Páscoa.

Em “campanha” há algumas semanas, além do perfil no Facebook, MySpace e Hi5, João Coelho é também o protagonista dos diferentes filmes disponíveis no Youtube (o mais recente apresenta-se aqui) onde, em tom provocatório e bem-humorado, incita a demonstrar que se é melhor que ele.

Quem tiver mais votos ganha uma viagem até à Ilha da Páscoa. Para ajudar, a Nestlé criou um kit de campanha pronto a usar.