Lisboa, onde vivo, e Aston Martin, que (ainda) não conduzo, estão no topo das minhas paixões. A combinação de ambos é, também por isso, muito sugestiva. Mas não no filme da marca que apresenta o novo modelo, Rapide, tantos os clichés e tão confrangedoras a narrativa e a interpretação. Tudo começa no restaurante Eleven, com a bandeira portuguesa literalmente como pano de fundo.
Como se percebe pelos relatos do making of abaixo, quem gere a marca Aston Martin parece mover-se mais pela ânsia de a tornar cool que em fazer viver a sua essência genética, de elegância, distinção e muita adrenalina. Não é simplesmente coerente. Há uma diferença entre tirar partido de um ambiente de media em acelerada mudança e assumir que o You Tube é o James Bond do século 21, entre perceber que para um qualquer filme tornar-se viral é uma consequência ou acreditar que se trata de um objectivo, entre actualizar-se e tornar-se modernaço.
True power should not be shared. Entre nós, se resolveu acelerar os pouco mais de quatro minutos das partes 1 e 2 abaixo, não me parece que alguém possa levar a mal. Tão pouco se ignorar que ainda há mais.
True. Já tinha visto e confesso que bastaram-me 15″ para fechar a janela. “Time is the new currency” dizem.
Demasiado enfadonho para perder tempo, falta de narrativa. Além de que este universo “James Bondiano” já é chão que deu uvas. A marca realmente não merecia.
PS – Mas que fiquei inchado com a nossa bandeira, lá isso fiquei (risos).