Já começou a contagem decrescente para o lançamento do U2 Mobile Album. A campanha teaser, actualmente no ar nos Estados Unidos, e o website www.blackberry.com/u2 são, para já, as faces mais visíveis da parceria que a banda assinou com a Research In Motion. Se na sua base esteve o patrocínio à digressão de apoio ao novo disco da banda irlandesa “No Line on the Horizon”, há muito mais na ligação entre Bono & Companhia e a empresa que detém a marca Blackberry: de acordo com o manager dos U2, este Mobile Album (onde além das novas músicas os fãs poderão interagir entre si) é apenas o princípio de uma relação que vai durar no tempo e que se pretende origem de muitas inovações conjuntas.
Os benefícios, de parte a parte, são claros. Ao retorno financeiro imediato os U2 juntam as contrapartidas de distribuição através de um canal mobile emergente e de enorme potencial. A Blackberry, marca a que faltam valores emocionais e cuja operação fora dos Estados Unidos apenas recentemente se alargou de forma considerável, ganha visibilidade e, mais importante que tudo, relevância e fan appeal.
Rei morto, rei posto, para mais tarde recordar fica um dos filmes que marcou a longa e profícua parceria entre os U2 e a Apple, seguramente uma das mais fortes ligações de sempre entre música e tecnologia.
Há 10 anos era A Internet – embora demasiadas vezes sem saber muito bem porquê ou para quê, não havia marca , empresa, instituição ou personalidade que se prezasse que não tivesse uma website. Hoje é NA Internet, em torno das redes sociais, que acontece semelhante fenómeno e com a mesma irracionalidade.
De novo, o efeito bandwagon: todos querem lá estar mas pouco sabem realmente o que é, como funciona, para que funciona. Exemplo disso é Filipa Cardoso artista que acrescentei recentemente à minha lista de “amigos” no Facebook e de quem recebi recentemente convite para me tornar fã.
Ao fazê-lo, inadvertidamente admito, parece que concedi à própria salvo conduto para a minha intimidade. E a Filipa Cardoso, que se tornou fã da Filipa Cardoso (o que revela soberba auto-estima), sugere que me torne fã… dela própria. Acontece que ser fã não é um manifesto de intenções que se decrete com um clique. Sempre foi e sempre será mais que isso. É importante que a Filipa o perceba. Assim como a Atlanta DVD ou o Grupo Automóvel Vesauto S.A., que me seguem no Twitter (seguramente à espera de um tweetback) têm de o perceber. Ninguém entra num dialogo aos berros. Se se quer fazer ouvir normalmente começa por ter a capacidade de escutar, de se envolver na conversa, de criar cumplicidade, de dizer ou fazer algo que seja interessante, de entender como pode ser relevante.
A Web 2.0 (que não é mais do que a junção entre o conteúdo gerado por utilizadores e a amplitude de difusão que lhe conferem as redes sociais) não é diferente da vida real mas sim parte integrante da mesma. A Filipa não andaria na rua a perguntar “queres ser meu fã?”. Seguramente não se lembrará da última vez que foi almoçar com um stand de automóveis, como a Vesauto. Tão pouco terá presente a sua mais recente troca de inconfidências com um filme em DVD – da Atlanta, por exemplo.
Agora, como há dez anos, não fazer nada continua a ser uma óptima opção estratégica. Na dúvida, a melhor de todas, até que se perceba como fazer alguma coisa de jeito.
Mais que um carro, Aston Martin é uma afirmação de sofisticação e elegância. É também um sonho que um dia irei tornar realidade. Foi por saber dessa “paixão” que um amigo me enviou um link com a notícia do novo lançamento da marca, o Cygnet. Assumo que fiquei estupefacto.
Como pode a Aston Martin sequer pensar em conceber um citadino? Pior: em cima da plataforma do Toyota iQ? Ocorreu-me de imediato a carrinha Jaguar a diesel, o impacto negativo deste lançamento na marca e como a tentação de “baixar o nível” de acesso (no caso da Jaguar entrando em concorrência com Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C) pode ser tão perigoso.
Ainda que possa parecer inusitado, o anúncio recente de um autocarro Aston Martin a circular em Londres – a marca, em parceria com o gabinete de arquitectura Foster and Partners ganhou um concurso para redesenhar o mítico Routemaster de dois andares (ver notícia aqui) – não deixa de ser divertido. Mas daí a um utilitário compacto, vai uma distância. E é na distância que pode estar a genialidade desta estratégia.
Ao expandir-se para “categorias” tão aparentemente inusitadas mas simultaneamente tão afastadas do seu “core business”, carros desportivos de luxo, a Aston Martin em momento algum acaba por beliscar clientes e admiradores. Ao contrário da Jaguar, que criou uma oferta perigosamente própria dos seus modelos de referência, em termos de preço, de performance, de design, de status, o Cygnet não é, e nunca será a mesma coisa que “um” Aston Martin.
Além disso, não é um compacto qualquer: é um citadino de luxo, que vai custar mais de 25.000 euros, quase o dobro dos seus “concorrentes” – entre aspas porque, na realidade, o Cygnet estabelece uma categoria na qual só ele poderá caber (a menos que venha aí concorrência da Bentley). O verdadeiro “requinte de malvadez” são as condições de acesso: o Cygnet não vai estar disponível para quem quer mas apenas para quem já tiver um Aston Martin, o que lhe garante a exclusividade.
O que poderá ter começado como um mal necessário – a Aston Martin justifica o modelo com a necessidade de cumprir as normas de emissões que entram em vigor até 2012 – poderá revelar-se num caso de sucesso.
Premiada em Cannes há apenas alguns dias com o Film Grand Prix, a mais importante distinção no mais importante festival (ver aqui), a Philips soma e segue, cheia de confiança. Em si e nos seus produtos, cuja qualidade, afirma, é imbatível.
Para o provar está disponível para aceitar qualquer desafio. Só depende da sua criatividade. Como inspiração aqui fica a primeira amostra da nova campanha “Philips Versus”, em que a marca defronta e “derrota” o Sol. A partir daqui qualquer um pode enviar sugestões através do Twitter (@philips_vs). Os mais inspirados serão distinguidos com um dos novos televisores 21:9 e garantirão os seus 15 segundos de fama, já que a sua ideia vai ser materializada num filme a exibir na televisão e na Internet.
Duas campanhas da MTV separadas por apenas dez anos demonstram muito bem quanto o mundo mudou em pouco mais de uma década.
Em 1997 a Music Television tinha um problema: para toda uma geração que havia crescido com os seus videoclips era de tal forma uma dado adquirido na que perdera relevância. Um pouco como o oxigénio que nos alimenta a vida: só lhe damos verdadeira importância quando sentimos a sua falta.
Esse foi o mote que inspirou a muito aclamada campanha Yukka Brothers, que estabelecia a diferença entre quem via e quem não via a MTV. Ou seja, entre quem era e quem não era cool. Este é um desses clássicos filmes.
Aqui chegados os desafios são outros. O M, de Music, há muito que perdeu importância no universo MTV – o que ilustra, de resto, os hábitos e preferências dos teenagers de hoje. Mas também o TV, de Televisão, perdeu relevância enquanto meio centralizador de atenção – repartindo-se hoje o tempo por um número crescente de alternativas de entretenimento, com a Internet no topo da lista embora existam múltiplas outras opções externas ao universo dos media.
Eis que a MTV, na Argentina, resolve “contra-atacar”. De novo em busca da relevância perdida, afirma agora que tem todos os conteúdos que realmente interessam aos adolescentes. If It’s MTVIsh, We Have It”, defende. Mais uma vez a ideia é genial e a execução faz par.
Longe das mega-produções vão surgindo, mais e mais, obras excelentes. A diferença entre umas e outras está, tantas vezes, única e exclusivamente nos “promotion dolars” disponíveis para as divulgar.
Hoje é dia para o reafirmar. Com a estreia de “Home – O Mundo é a Nossa Casa”, filme do francês Yann Arthus-Bertrand, à venda na Fnac, em exibição no Canal 2 esta noite, desde manhã cedo disponível no Youtube, que tem por objectivo sensibilizar todos e cada um de nós para a necessidade de mudar hábitos, ou qualquer dia não teremos sequer planeta para tentar preservar. Mas também com a (minha) descoberta, via kotke, deste genial, mas nada fácil, jogo em flash “Learn to Fly“: ao dia 24 ainda só estou no segundo nível!
Um e outro, em registos absolutamente opostos, são propostas para perder tempo, e tirar prazer, ao fazê-lo no fim-de-semana que se segue, ou na semana alargada que se sucede.
“O que estão a fazer com ele?” A pergunta é de Ge Wang, da Sonic Mule, que poderá ver no vídeo acima. A empresa é a produtora de Ocarina, uma das mais populares aplicações para iPhone no momento. É devido a aplicações como esta que, num ápice, o mercado dos smartphones entrou em rebuliço. Em 8 meses venderam-se mais de 800 milhões através do iTunes.
Se quisermos colocar estes números em perspectiva bastará referir que esse foi o número de faixas de música vendidas no iTunes três anos após o seu lançamento. Como muito bem observava a revista Fast Company, na última edição, esta é parte da magia da Apple: não inventou os leitores de mp3 mas quando lançou o iPod mudou a indústria da música; tão pouco foi pioneira nas aplicações para telemóvel mas mal entrou nesse segmento a revolução começou. De novo, existe a Apple, a maçã tornada locomotiva, e os outros (ou seja, gigantes como Nokia, Blackberry ou Google) que depressa saltaram para o comboio e começaram a desenvolver as suas próprias aplicações e plataformas de comercialização.
É sem surpresa que o Google se mantém como a marca mais valiosa do mundo, no topo do Top 100 Most Valuable Brands, da Millward Brown, recentemente divulgado e disponível para download aqui.
Aliás, de 2008 para este ano, apenas houve uma alteração entre as dez marcas mais valiosas, numa análise global que se estende por 17 categorias.
A maior novidade, por isso, é a apresentação deste Brandz através de uma inédita e enriquecida aplicação para iPhone. Para aceder gratuitamente basta seguir o link.
Como me dizia um amigo recentemente, patrocínio e donativos são, hoje, palavras que apenas existem no dicionário. Com o devido exagero e as notadas excepções, como esta HelpPoint For Kids, da alemã Zurich.
Em contraciclo, numa altura em que a maioria das empresas desinveste neste tipo de acções de retorno não imediato, a Zurich decidiu fazer ainda mais.
Num jogo de golfe divertido, que acaba de lançar, pede-lhe que convide amigos, e que esses amigos façam o mesmo. A cada 18 a Zurich fará uma doação para duas instituições de apoio a crianças de todo o mundo.
Ou seja, enquanto você passa a palavra, passa também a marca, claro. Como estímulo, quanto maior o efeito “Word of mouse”, mais dinheiro será entregue.
Nos últimos cinco anos, o torneio de golf de solidariedade que a empresa organiza conseguiu reunir cerca de 15 milhões de euros.